#Eleições 2020: Brand acertou também no segundo turno

#Eleições 2020: Brand acertou também no segundo turno

Urnas confirmaram prognósticos realizados às vésperas do 2º turno. Confira este e outros assuntos na entrevista com o analista-chefe do Instituto.

 

exatamente uma semana o jornal ES Hoje divulgava um conjunto de pesquisas de opinião realizadas pela Brand, com os cenários de reta final indicando a tendência do voto no segundo turno nos quatro maiores municípios do Espírito Santo. Os resultados mostravam que Sérgio Vidigal seria eleito na Serra, Delegado Pazolini ganharia em Vitória e Arnaldinho Borgo confirmaria a ascensão vencendo sua primeira disputa ao Executivo em Vila Velha. E foi exatamente isso que aconteceu. Para falar sobre esses resultados e como foi o processo eleitoral em meio à pandemia da Covid-19, convidamos nosso analista-chefe, o consultor Lucas Margotto, responsável pelo planejamento, execução e análise de todas as pesquisas eleitorais aplicadas pela Brand em diversos municípios capixabas e mineiros.

A pandemia do coronavirus impôs grandes desafios para a sociedade e a maioria das empresas do mundo todo. Como foi vivenciar esse momento e qual o saldo dessa experiência?

Lucas Margotto – Como sou uma pessoa otimista por natureza vejo que o saldo é sempre positivo, mesmo quando a gente lida com cenários adversos. A pandemia revelou algumas fragilidades da nossa sociedade contemporânea, consumista e imediatista. Ficar privado do convívio social por meses e deixar de realizar atividades rotineiras foi o primeiro impacto negativo. Mas ao mesmo tempo percebemos que muitas tarefas cotidianas poderiam ocorrer de outra forma. O isolamento inicial e o distanciamento social estabelecido como norma sanitária certamente contribuíram para a mudança de paradigmas e de comportamento. Muitos negócios tiveram que se adaptar para sobreviver. Aqui na Brand não foi diferente: nos reinventamos.

O que mudou na forma da Brand atuar no mercado?

LM – No início das medidas restritivas decretadas pelos governos, em meados de março, nós decidimos suspender todas as operações de campo presenciais. Era necessário pois havia muita incerteza quanto à segurança sanitária. E estava tudo parado mesmo. Nós pensamos primeiro nas pessoas, na sua saúde. Tivemos que buscar um jeito seguro de aplicar as pesquisas de opinião pública, os diagnósticos sociais. E seguimos o exemplo de outros institutos com mais expertise, alguns que já atuavam com abordagens remotas e outros que migraram para essa técnica durante a pandemia. Entre o final de abril e o começo de maio iniciamos uma série de diálogos com empresas de contact center, daqui e de outros Estados. Fomos muito felizes nas escolhas e conseguimos um alinhamento incrível, de maneira que nossa demanda fosse totalmente acolhida. Fechamos uma parceria com a maior empresa do segmento no Estado mas também construímos uma ponte com outro parceiro de Belo Horizonte, prevendo um aumento de demanda. No final, deu tudo certo.

 

Como foi essa operação durante a pandemia?

LM – O alinhamento com a empresa parceira capixaba nos proporcionou um aprendizado mútuo: eles nunca haviam operado campanhas com pesquisas telefônicas, nem a Brand. Foi um momento delicado porque tivemos que entender todo o processo, do início mesmo, como se chegaria aos eleitores através das listas de contatos, passando pelo sigilo dos dados e a preocupação em reproduzir as amostras estatísticas da mesma maneira e com os mesmos padrões de qualidade e controle de campo presencial, só que desta vez para um campo telefônico. A escolha do fornecedor, a Comunica Contact Center, de Vitória, foi determinante pois eles já possuíam certificação ISO 9001 e estão em conformidade com as normas ISO 27035, que trata da segurança de dados e informações. Fizemos uma integração bastante assertiva, transferindo nosso know-how de 14 anos aplicando pesquisas de opinião, treinamos e preparamos todas as equipes que nos atenderiam e ainda acompanhamos, junto ao setor de qualidade da Comunica, todas as etapas da operação nas mais de 30 pesquisas que aplicamos entre junho e novembro. Foi tudo muito transparente. O outro desafio era convencer os clientes de que podiam confiar na técnica de entrevistas telefônicas. Graças à nossa boa reputação houve pouquíssima recusa. Mas quem acreditou em nossa capacidade e apostou na inovação ficou satisfeito. Os resultados falam por si.

 

Falando nisso, como o Sr. avalia os resultados das pesquisas Brand que foram publicadas?

LM – Antes eu gostaria de destacar que a migração para uma nova plataforma, por assim dizer, saindo do campo presencial e não retornando, mesmo quando a maioria dos institutos o fez, colocou a Brand como única empresa do setor de pesquisas que cumpriu rigorosamente as normas e protocolos sanitários. Não arriscamos a saúde nem a vida de ninguém. Outros não podem afirmar, mas nós podemos. Agimos como total responsabilidade diante dos clientes, colaboradores e da população, e temos muito orgulho disso. Falando agora dos resultados, nossas pesquisas se dividiram entre as de consumo interno, que alimentaram as estratégias dos clientes que nos contrataram, e aquelas que foram divulgadas por veículos de comunicação e imprensa. Outro diferencial da Brand é que não aceitamos registrar e divulgar pesquisas contratadas por partidos ou candidatos, mas exclusivamente pelos meios de comunicação. Tivemos demandas do jornal ES Hoje, nosso principal parceiro, e outras que vieram de outros periódicos sediados nas regiões Norte e Noroeste do Estado. Em Minas Gerais houve uma atuação pontual, atendendo apenas alguns clientes. No final das contas, nossas pesquisas captaram a opinião de quase 20 mil eleitores nesse processo.

Não arriscamos a saúde nem a vida de ninguém. Outros não podem afirmar, mas nós podemos. Agimos como total responsabilidade diante dos clientes, colaboradores e da população”.

 

E os acertos das pesquisas produzidas pela Brand?

LM – Apesar de alguma limitação que a técnica telefônica nos colocava, as nossas pesquisas foram extremamente assertivas. Conseguimos prever com precisão resultados que se confirmaram no primeiro turno, como em Aracruz, Jaguaré, Guarapari, Nova Venécia e Anchieta, por exemplo; e fomos felizes ao cravar os resultados em Vila Velha, projetando a vitória de Arnaldinho Borgo com 70% dos votos válidos (ele obteve 69%); em Vitória afirmamos que Delegado Pazolini venceria com 56% dos votos válidos, e no final da apuração o candidato alcançou 58,5% dos votos válidos. Não custa lembrar que o maior e mais famoso instituto do país indicava empate técnico entre João Coser e Pazolini em uma pesquisa divulgada no sábado, véspera da eleição. Precisa dizer mais?

Para encerrar, qual mensagem gostaria de deixar aos nossos leitores?

LM – Quero somente agradecer, primeiramente a Deus que nos abençoou e capacitou, e também aos capixabas que nos honraram com suas opiniões nas tantas pesquisas que realizamos em 2020. Fica uma sensação muito agradável, de ter alcançado um resultado bem maior do que imaginávamos quando o ano começou. Agora, quando olhamos para trás, percebemos que as decisões que tomamos nos permitiram ultrapassar todas as metas. A coragem, a resiliência, a fé e a coerência trouxeram resultados espetaculares. Nosso desejo é que o mercado, as empresas, os clientes e a sociedade continuem nos prestigiando. Que todos tenhamos dias melhores à frente e um Feliz 2021!

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