Os 5 principais desafios para as cidades brasileiras

Os 5 principais desafios para as cidades brasileiras

Neste artigo o consultor Romeu Rocha, especialista em gestão pública, apresenta os 5 Principais Desafios para as Cidades na temática do desenvolvimento urbano. Que tal conferir? Então, boa leitura!

 

Já parou para pensar nos desafios colocados para o desenvolvimento urbano das nossas cidades? Se muitas vezes encontramos dificuldades para resolver problemas pessoais no dia-a-dia, imagine quando as questões a serem trabalhadas envolvem dinheiro público, mudança no cotidiano de milhares de pessoas, necessidade de profissionais de alta especialização além de muitos outros meios e ferramentas.

 

Preservação Ambiental das Cidades

Atualmente a população do Espírito Santo ultrapassa os 3,9 milhões de pessoas espalhadas pelos 78 municípios capixabas. E aqui já temos o primeiro desafio: o que fazer para que esse “mar de gente” tenha um lugar para morar sem agredir ao meio ambiente? Complicado? Querendo ou não, para construir casas e edifícios tivemos que desmatar. Porém, hoje sofremos na pele os efeitos dessa degradação. Mas o que fazer agora?  Soluções para este problema são: a arborização de ruas, preservação de parques e praças, além de medidas que o setor público pode fazer para incentivar a plantação de novas árvores, como desconto no IPTU dos moradores que aderirem ao projeto.

Meios de Transportes Sustentáveis

Qual o meio de transporte mais seguro e confortável para se sair de um ponto A e ir até o ponto B, dentro de um município? Muito provavelmente você tenha pensado em carro, certo? O problema é que a grande maioria das pessoas também pensa assim e no momento tem certa razão.  Com isso, em 2016 já contávamos com uma frota de 1.811.993 veículos engarrafando as ruas das nossas cidades e emitindo uma quantidade altíssima de CO2; e isto não é brincadeira!

A emissão desse gás acarreta doenças cardiorrespiratórias, que chegam a matar 3 vezes mais do que as causadas por acidentes de trânsito, é ou não é algo muito sério que necessita de atenção? Mas o que fazer agora? Boas medidas a serem tomadas são: o incentivo de meios de transportes coletivo, melhorando o preço e qualidade do serviço oferecido, implantação de ciclovias e conscientização dos motoristas para trazer mais segurança aos ciclistas.

Aumento da Acessibilidade Urbana

Segundo o Censo Demográfico do IBGE, em 2010 mais de 824 mil capixabas tinham algum tipo de deficiência – visual, auditiva, motora e mental ou intelectual. Não tem como fechar os olhos e agir como se essas pessoas não existissem. Para promover o desenvolvimento urbano, é preciso dar condições para que todas as pessoas tenham a liberdade de ir e vir sem depender de ninguém. O que fazer agora? Boas iniciativas para aumentar a acessibilidade são: a construção de rampas para cadeirantes, melhoria no estado de conservação de calçadas e ruas para que possam se locomover sem dificuldades, prédios públicos e ônibus adaptados, além de banheiros, é claro. Para melhorar a vida de deficientes visuais deve-se colocar avisos sonoros e leitura braile em repartições públicas além de interpretadores de libras para auxiliar quem é portador de deficiência auditiva.

Urbanizar Comunidades Precárias

Não há como ter uma vida digna se você mora em locais precários, onde não chega energia elétrica, saneamento básico e os moradores sequer tem um endereço. É preciso olhar para as comunidades que normalmente ficam distantes dos grandes centros urbanos e fazer com que tenham acesso ao mínimo de estrutura para essas pessoas viverem. Também é necessário oferecer transporte, educação, saúde e segurança a todos os moradores. Essas medidas imprescindíveis ao desenvolvimento dos municípios.

Apoio Popular para Aderir aos Projetos

Talvez, um dos maiores desafios para as cidades, seja o apoio popular para aderir aos projetos.  Como fazer com que as pessoas deixem a comodidade de ir trabalhar de carro, para aderir as bicicletas? Como incentivar o plantio de árvores? Como educar a população a não degradar a natureza, produzir menos lixo e ter mais consciência ecológica? Isso sem contar na questão econômica, já que a rentabilidade da construção de um prédio é muito maior do que a da preservação de um parque ecológico, se formos pensar apenas no retorno financeiro.

Foi essa mentalidade que nos trouxe até a situação em que nos encontramos atualmente e precisamos mudá-la se quisermos garantir um futuro melhor e mais saudável para todos. Este desafio é coletivo, depende de cada um de nós!”

ROMEU ROCHA é consultor político, graduado em Processos Gerenciais e pós-graduado/MBA em Gestão Pública e Gerência de Cidades (Fatec/Uninter).  Atuou como docente do curso de Administração (Faceli) e assessor especial de Gestão na prefeitura de Linhares. Atualmente exerce função de chefe de gabinete parlamentar na Câmara de Vereadores daquele município.
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